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A little bit about the brain, the mind and memory

Obs: texto em português após a foto;-)



Memory is tricky. We like to think that as we live we store our experiences exactly the way they happened. It makes us anxious when we realize that we might register memories in different ways than had actually occurred. Also, we tend to think that if we don’t know something we experienced, it is because we do not remember well. Nevertheless, for us to have a record of what we lived we must first become aware of it. Attention is key for memory processes. Frequently, we may not have been paying attention, and therefore did not register the experience, consequently the remembering process was compromised.


Attention and memory are directly related to time. Each is a cognitive function that needs a time frame to happen. One depends on the other, and each has different interrelating dimensions, such as short-term and long-term memory, or dividing attention and storing the experience. Much research is dedicated to understand specific aspects of attention span, attention during multitasking, how feelings may affect and transform long term memories, etc. As the brain gets more and more heed from the scientific community and general audiences, the understandings of mind, consciousness and neurological functions becomes enriched by different theories.


Memory involves reconstruction and at least some creation; bits and pieces are recollected and put together as if in painting or sculpturing. And at the same time, it is something concrete, a neurological process. The hippocampus uniquely serves as a region of the brain that forms memories, happening by the enhancement of synaptic strength. A synapse is a gap transmitting signals between cells. Neurons interact electro-chemically. Neurotransmitters are chemical messengers that amplify, relay or modulate signals between neurons and other cells. I find it fascinating that brain and mind relate in such a mysterious way. Nevertheless, rather than provide any biological explanation our purpose here is to raise awareness of our own experiences paying attention to both, events themselves and our memory of them.


To daydream or to think incessantly about the future or the past are ways in which we distract ourselves from the experience of the present moment. Mostly they are normal common experiences, not amazing ones. What makes an experience amazing? Our perception of it, the surroundings of it, or even a combination of both?


If we tend to distract ourselves from ordinary daily moments or if we record amazing moments on our phones so as to remember later, then what have we stored as memory and how?


When we think of memories of work related experiences we think of tips to help our daily tasks: writing down chores, or the names of places or people, taking pictures, managing a calendar, or using reminders or alarms on our phones. These are useful strategies to help us deal with work schedules. But how about strategies to help with our own awareness and experiencing our own self?


Daniel Kahneman talks about the “experiencing self” and the “remembering self”. He mentions that, as a society, we put a lot of weight on the remembering self, whereas eastern societies tend to focus on living the present.


Clearly one has no more value than the other. But it makes sense to me to be more aware of how we choose to live our moments and how we store and recollect them.


You might be interested in reading "Think Fast and Slow", by Daniel Kahneman.


For an interesting reading on memory, a short text by Oliver Sacks:


http://www.nybooks.com/articles/2013/02/21/speak-memory/?pagination=false




UM POUCO SOBRE O CÉREBRO, A MENTE E MEMÓRIA


A memória faz umas pegadinhas com a gente. Gostamos de pensar que registramos as experiências da nossa vida conforme elas aconteceram. Ficamos ansiosos quando notamos que podemos ter guardado uma memória diferente do que de fato aconteceu. E também tendemos a pensar que se não sabemos sobre algo que realmente vivemos é porquê nossa memória não está muito boa. No entanto, para que possamos criar um registro de memória é fundamental que primeiro estejamos atentos ao que está acontecendo. Atenção é crucial para que a memória aconteça. Frequentemente não prestamos atenção ao que está acontecendo e consequentemente o processo de memória fica comprometido.


Atenção e memória estão diretamente relacionados com o tempo. São funções cognitivas que precisam de um certo tempo para acontecer. Uma função depende da outra e cada uma tem dimensões diferentes que se interrelacionam, como por exemplo, memória de curto e de longo prazo ou atenção dividida e registro das experiências. Existem varias pesquisas científicas dedicadas a compreensão de sustentação de atenção e capacidade de dividir atenção e fazer várias tarefas simultâneas, também sobre como os sentimentos afetam e transformam as memórias de longo prazo, por exemplo. Conforme se investiga o cérebro mais se entende sobre mente, consciência e funções neurológicas e esse processo enriquece a construção de diferentes linhas teóricas.

Memória involve reconstrução e pelo menos um pouco de criação; pedaços são reunidos e montados como uma figura ou uma escultura. É um processo de mente, cérebro e consciência; um processo neurológico. O hipocampo serve unicamente como uma região do cérebro que forma memórias que acontecem pelo aperfeiçoamento de forças sináticas. Sinápses transmitem sinais entre as células. Neurônios interagem de forma eletroquímica. Neurotransmissores são mensageiros químicos que ampliam, reforçam e modulam sinais entre os neurônios e outras células. Eu acho fascinante como o cérebro e a mente se relacionam de maneiras misteriosas ainda. No entanto, em vez de apresentar qualquer explicação biológica ou lógica aqui eu chamo a sua atenção para a sua própria experiência de estar atento as vivências que te acontecem e atento ao seu modo de armazena esses acontecimentos; como eles ficam na sua memória.


Sonhar de olhos abertos ou pensar incessantemente sobre o futuro ou o passado são maneiras de nos distrair da experiência do presente. Na maioria das vezes são situações comuns, não momentos sensacionais. O que faz uma vivência ser incrível? A sua percepção dela, o entorno, uma combinação de fatores?


Se procuramos nos distrair de momentos banais do cotidiano ou se estamos com o celular na mão registrando momentos pra serem lembrados depois, então o que estamos guardando na memória e como estamos fazendo isso?


Quando pensamos em memórias relacionadas ao trabalho pensamos em dicas que nos ajudam a realizar tarefas diárias como: fazer uma agenda de compromissos, escrever os nomes de pessoas que conhecemos, colocar lembretes para certas tarefas, alarmes no celular, etc. Essas são estratégias que ajudam bastante. Mas e quando pensamos em estratégias para nos ajudar a estarmos atentos para a experiência de sermos nós mesmos?

Daniel Kahneman fala sobre o “experiencing self” (o eu da experiência) e o “remembering self”(o eu da lembrança). Ele diz que, como sociedade, nós colocamos um peso grande no "eu da lembrança", enquanto sociedades orientais tendem a focar em viver o presente.


Claramente um não tem mais valor do que o outro. Mas pra mim faz sentido pensar em como escolhemos viver o momento presente e como registramos e lembramos do que vivemos.


O Daniel Kahneman escreveu um livro maravilhoso que eu recomendo se você se interessa em saber mais sobre esses temas de cérebro, mente, etc... "Rápido e Devagar: Duas formas de pensar".




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"Mind Care Moments" as I call them

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