Ciranda é um espetáculo solo que entrelaça contação de histórias, música e jardinagem, criado pela psicoterapeuta e musicoterapeuta Cris Prade.
Inspirado em histórias reais de mais de 20 anos de atuação de Cris como psicoterapeuta e musicoterapeuta em cuidados paliativos, Ciranda convida as pessoas a refletirem sobre perda, luto, amor e conexão.
A proposta oferece um ambiente acolhedor, respeitoso e emocionalmente seguro para pacientes, familiares, voluntários e profissionais da comunidade do hospice, acompanhando-os em sua experiência de sofrimento. Cria um espaço de encontro e humanidade, onde as histórias podem ser nomeadas, testemunhadas e divididas com compaixão.
Essas histórias, tão familiares, marcadas por perdas, esperança e busca de sentido, convidam o público a refletir sobre temas existenciais e sua própria experiência diante do sofrimento.
Por que as histórias importam
Podemos aprender sobre o sofrimento humano por meio das teorias psicológicas, mas o universo abstrato das ideias e dos conceitos pode nos afastar da experiência emocional vivida.
Desde o início de sua formação, muitos profissionais da saúde são incentivados a se distanciar dos próprios sentimentos para conseguirem testemunhar e cuidar de pessoas em intenso sofrimento. No entanto, para oferecer um cuidado verdadeiramente compassivo, também é necessário permanecer conectado às próprias emoções de maneira equilibrada e sustentável.
As narrativas que construímos ao longo da vida são fundamentais para a forma como nos conectamos conosco e com o mundo ao nosso redor.
Como podemos cultivar uma relação com a dor, a solidão, a perda, o desaparecimento e a morte sem sermos consumidos pelo medo, pelo desespero e pela desesperança? Até que ponto podemos nos aproximar do sofrimento sem perder a capacidade de experimentar alegria? Como viver o luto em uma sociedade que frequentemente espera recuperações rápidas e um retorno imediato à normalidade?
A arte e a criatividade são capacidades humanas essenciais. Elas oferecem tanto uma forma de enfrentamento quanto um meio seguro para experimentar, expressar e elaborar emoções difíceis. Ciranda explora essas emoções e cria espaço para a dor, a reflexão compartilhada e o fortalecimento da comunidade.
"As histórias são a carne que colocamos sobre os ossos dos fatos de nossas vidas."
Rachel Naomi Remen
O que Ciranda oferece dentro de um hospice
O espetáculo convida o público a refletir sobre perda e luto, amor e conexão — ajudando cada pessoa a sentir-se menos sozinha enquanto atravessa momentos de sofrimento.
No contexto de um hospice, essa experiência artística e reflexiva pode oferecer a familiares, profissionais e voluntários um momento de pausa e cuidado. Contribui para uma prática mais compassiva, para a resiliência emocional e para o fortalecimento do senso de humanidade compartilhada dentro da comunidade de cuidado.
Além disso, pode favorecer o bem-estar emocional, reduzir sentimentos de isolamento e fortalecer vínculos entre aqueles que convivem com a perda, a incerteza e as transições da vida.
"As histórias e a expressão criativa são ferramentas essenciais no cuidado, porque nos ajudam a compreender o sofrimento."
Rita Charon
Depoimentos do público
O que mais me tocou foi a sensação de acolhimento, conexão e humanidade compartilhada que surgiu ao longo da experiência. Ouvir tantas pessoas dividindo suas histórias de forma tão aberta criou um forte sentimento de pertencimento e compreensão mútua. Saí me sentindo menos sozinha, mais conectada aos outros e lembrada da importância de compartilhar nossas histórias e testemunhar a vida uns dos outros com compaixão.
Mariana Brasil – Produtora Executiva
As histórias e emoções compartilhadas durante o espetáculo me tocaram profundamente. Foi uma experiência bonita e emocionante, que despertou uma genuína sensação de conexão e reflexão. Saí emocionalmente enriquecida, menos sozinha e lembrada da importância de compartilharmos nossas histórias uns com os outros.
Sandra Babini – Arquiteta
Assistir a Ciranda foi uma experiência profundamente comovente. A maneira como Cris compartilha seu trabalho com pessoas em fim de vida e suas famílias, utilizando a arte, a música e a poesia como ferramentas de conexão e cuidado, trouxe leveza e profundidade a um tema tão delicado. O gesto simbólico de plantar sementes permaneceu comigo como um lembrete de que, mesmo na presença da perda e da tristeza, a vida continua encontrando formas de florescer.
Najla Andrad – Atriz
Participar do projeto Ciranda foi uma experiência única, desde a recepção até a peça e o círculo de conversa ao final. Tudo foi conduzido de forma tão delicada e acolhedora. A peça tem uma beleza incomparável, convidando à reflexão sobre a vida e sobre formas mais leves e amorosas de lidar com sua finitude. Cris Prade trata o tema com emoção, leveza e um toque de humor. Fui profundamente tocada pela peça, e poder compartilhar os sentimentos que surgiram com o grupo durante o círculo de conversa, sob a escuta atenta de Cris, foi mágico. Recomendo muito essa experiência, como um lembrete da importância de valorizar cada momento da vida, até o último suspiro.
Regi Rossi – Psicoterapeuta
Com Ciranda, Cris abriu suas histórias para nós. E, dentro delas, havia tanto que reconhecemos — tanto que nos fez pensar: 'isso também é meu, isso também é nosso'. Obrigada por nos lembrar de que, quando damos nome a algo, isso passa a existir no mundo e deixa de pesar apenas sobre nós.
Roberta Lima – Gerente de Marketing



