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ToGather Project, belonging and longing (texto em português após a foto:-)

Adapting to a new culture with music to bring people together and create a sense of community



On 2016, my husband and I had created a project called ToGather; it was a music gathering dedicated to explore different Brazilian music styles and its history, presenting songs, inviting people to sing along, building a sense of community amongst Brazilians living in London and at the same time, inviting friends from other cultures to participate and join in.


The project happened for 2 years, and it was such a pleasure to honor my heritage through music, and at the same time to encourage people to get together and get to know each other. First, it happened in a coffee house in Fulham once a month on a Sunday. In the second year, we moved the project to friends houses who collaborated by hosting the project and sharing a creative experience. My husband's music students joined in and we kindly asked people for donations to St. Christopher's Hospice #stchristophershospice

Yeah, definitely it is important to me to actively participate in a community. And when you are not born in the culture you are immersed in it can be a great challenge to do this.


In the 5th episode of the 2nd season of the podcast, I share some of my story being a foreigner living in London.

I introduce some of the themes that, to me, makes sense to explore in future episodes such as the importance of belonging. Brené Brown makes an important distinction between belonging and fitting in:



“One of the biggest surprises in this research was learning that fitting in and belonging are not the same thing. In fact, fitting in is one of the greatest barriers to belonging. Fitting in is about assessing a situation and becoming who you need to be in order to be accepted. Belonging, on the other hand, doesn’t require us to change who we are; it requires us to be who we are.” Brené Brown



The ToGather Project was a community experience that helped us, me and my family, manage the process of adjusting to a new culture, new environment, new language. And for me the difference Brené described above makes a lot of sense, because I could identify situations of fitting in and the process of building a sense of belonging - and to me this process is still happening.

I guess that in my experience I would try to conform by understanding rules and behaviors and mirror what I was seeing. The experience would then give me more information about how it feels to do certain things in this way and I could reflect about it later; at times is feeling curious and uncomfortable simultaneously.


One of the things I appreciate the most in the British culture is punctuality. In Brazil, we have the expression "British Punctuality" when someone arrives in time. It is assumed that if you said you would arrive at 2 pm, you will arrive at 2 pm. However, in Brazil, this is not the case. You say to a friend you will arrive at 2pm but we all know that 2 pm can become 2:30 pm easily. People navigate in these stretches of time that sometimes feel more like a shrinking of time, specially for those who are more punctual.

One of the things I appreciate the most in the Brazilian culture is generosity. People like to be with people, they like to invite you over and offer you dinner. You would be visiting the country side, get lost, stop by a poor small village and ask for directions and a lady could open her house for you to wash your face, offer you a cup of coffee as she gives you directions.

British people value privacy, Brazilian people value sharing. Both are to be valued and it is rather interesting when we are noticing these differences with curiosity and kindness. There is no right way of being (assuming basic moral values such as dignity for all and no harm), but a certain cultural way of being. And there is also the topic of stereotyping a culture, which is something I would like to talk about in another post.

As I experience the life of a foreigner there are times I fell the need to fit in and times I feel I belong. I guess it is all part of the adventure. I certainly miss many aspects of my life in Brazil, at the same time that I like living in London. These two realities live within me. The fact that I can go back to my country if I wish to do so makes my immigration process very different from so many others that, for whatever reason, cannot return. And this is also a topic for future posts.


For now, music does the trick of bringing me close to home, even with the ToGather Project on hold for now. There are days that I make my music selection of Tom Jobim, Caymmi, Marisa Monte, Paulinho da Viola, etc, I sing and I fell I belong to myself, as songs in another language naturally show up.





Projeto ToGather, saudade e pertencimento


Em 2016, meu marido e eu criamos um projeto chamado ToGather; onde convidávamos quem quisesse se juntar a nós para curtir música brasileira de diferentes estilos, explorar a questão histórica e cantar junto. Uma forma de ir experimentando a vida em comunidade entre brasileiros residentes em Londres e ao mesmo tempo convidar amigos de outras culturas a participar também.


O projeto aconteceu por 2 anos e era um prazer honrar a minha cultura através da música ao mesmo te po em que a gente juntava pessoas e ampliava o círculo de amigos. Primeiro o projeto aconteceu em um café em Fulham, aos domingos, uma vez por mês. No segundo ano nós mudamos o formato e o projeto foi para a casa de amigos que recebiam o grupo e compartilhavam uma vivência criativa. Os alunos de música do meu marido também participavam e nós gentilmente pedíamos doações para o St. Christopher's Hospice.

Sim, definitivamente é importante para mim conviver em uma comunidade. E quando você não nasceu na cultura onde está inserido, isso pode ser um grande desafio.


No quinto episódio da segunda temporada do podcast, eu compartilhei um pouco da minha história sendo estrangeira em Londres.

Eu introduzi os temas que pra mim são importantes de serem explorados em episódios futuros, tal como a importância do pertencimento. Brené Brown faz uma distinção importante entre pertencer e se encaixar:



“Uma das maiores surpresas nessa pesquisa foi aprender que se encaixar e pertencer são coisas diferentes. Na verdade, se encaixar pode ser uma grande barreira para pertencer. Se encaixar é quando você analisa a situação e se torna quem você precisa se tornar para ser aceito. Pertencer, por outro lado, não pede que você mude quem você é, mas pede que você seja quem é.” Brené Brown



O Projeto ToGather foi uma experiência em comunidade que ajudou a mim e a minha família lidar com o processo de ajuste a uma nova cultura, novo entorno, nova língua. E para mim, a distinção que a Brené faz, tem sentido. Eu consigo identificar situações em que estou me encaixando e situações em que sinto que pertenço. Tudo faz parte do processo de construir um pertencimento - e esse processo é dinâmico e contínuo.


Na minha experiência eu tento me adequar ao procurar entender regras de comportamentos e espelhar o que estou vendo. A vivência então me oferece informações sobre como me sinto ao me comportar de determinada forma e aí depois posso refletir sobre isso; tem vezes que é um misto de curiosidade e desconforto ao mesmo tempo.


Uma das coisas que mais gosto na cultura britânica é pontualidade. Os caras são muito bons de pontualidade! Se você diz que vai chegar as 2pm, você vai chegar as 2pm. Enquanto que no Brasil, quando alguém te diz que vai chegar as 2pm, você sabe que isso pode acontecer as 2:30pm. As pessoas tem um relógio que estica e encolhe as horas e essa flexibilidade por ser difícil para quem é pontual no Brasil.

Uma das coisas que eu gosto muito na cultura brasileira é a generosidade. As pessoas gostam de estar com outras pessoas, gostam de convidar para ir até em casa tomar um café com um pedaço de bolo. Você pode se perder no interior de uma cidadezinha depois de onde Judas perdeu as botas e ao pedir ajuda para uma senhora, ela pode te convidar a entrar na casa dela para lavar o rosto e te oferecer um cafezinho enquanto ela te explica pra onde você deve seguir.

Britânicos valorizam a privacidade, brasileiros valorizam o compartilhar. Ambos são aspectos valiosos da convivência em comunidade e é interessante quando a gente nota essas distinções com gentileza e curiosidade.

Não há um jeito certo de ser (considerando valores básicos como não causar dano e tratar a todos com dignidade), mas o jeito daquela cultura. E também tem o tema de estereótipos culturais que vou explorar em postagens futuras.

Conforme vou experimentando a vida de estrangeira, por vezes sinto que tenho que me adaptar e outras vezes sinto que pertenço. Acho que tudo é parte da aventura de uma certa forma. Eu sinto saudade de muitas coisas da minha vida no Brasil e ao mesmo tempo eu gosto de viver em Londres. Essas duas realidades vivem em mim. O fato de poder voltar para o meu país se eu assim desejar faz com que o meu processo de imigração seja diferente de muitos outros onde essa possibilidade não existe por qualquer razão. E esse também é um tema para futuros podcasts e postagens.


Por hora, a música me aproxima de casa, mesmo com o Projeto ToGather temporariamente suspenso. Têm dias que eu faço uma seleção musical com Tom Jobim, Caymmi, Marisa Monte, Paulinho da Viola, etc, canto e pertenço e mim mesma e canções em outras línguas naturalmente brotam.




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